Arquivo da categoria: Política

Vote Certo

Anúncios

Acordo do Condor com MPT evita multa

Presidente do grupo Condor firma acordo com MPT-PR e se compromete a divulgar nota de esclarecimento sobre carta encaminhada a trabalhadores

(Curitiba, 02/05/2018) O presidente do Grupo Condor, Pedro Joanir Zonta, assinou, nesta terça-feira (2 de outubro), um acordo com o MPT-PR para a divulgação de nota de esclarecimento sobre a carta encaminhada aos trabalhadores da rede de supermercados na última segunda-feira (1).

O documento já foi encaminhado, ao término da audiência, ao grupo de WhatsApp que recebeu a carta. Na sequência, será também enviado para todos os trabalhadores que tenham acesso ao e-mail institucional da rede de supermercados. Além disso, a carta deverá ser impressa e afixada junto aos sistemas de registro de ponto, em substituição à anterior.

Em até 48 horas, deverá ser publicado um texto, no site do Condor, com um extrato da nota pública do Ministério Público do Trabalho, assinada nesta segunda-feira pelo procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Curado Fleury.

Em caso de descumprimento do acordo, o MPT estabeleceu multa diária de R$100 mil.

Acesse o termo de compromisso, a carta de esclarecimento, a ata da audiência realizada do MPT-PR no dia 2 de outubro, e a ata da audiência realizada no dia 3 de outubro.

Vide a carta que o presidente do Condor, Pedro Joanir Zonta, enviou aos seus colaboradores e que foi divulgada via redes sociais:

Antes do Acordo, a multa poderia chegar a 1 milhão:

Justiça aplica multa de R$ 1 mi ao Condor por desrespeito aos empregados

O supermercado Condor, de Curitiba, foi condenado pela Justiça ao pagamento de indenização por dano moral coletivo no valor de R$ 1 milhão por desrespeito sistemático à legislação trabalhista. A multa será revertida ao Fundo de Amparo ao Trabalhador. Além da indenização, a pedido do Ministério Público do Trabalho no Paraná, o Condor terá que regularizar sua conduta em relação aos empregados.

Segundo o procurador Gláucio Araújo de Oliveira, do MPT-PR, foram constatadas várias irregularidades praticadas pela empresa, como: prorrogação da jornada de empregados menores de 18 anos além do limite legal de duas horas diárias; concessão irregular do intervalo semanal e do intervalo intrajornada; pagamento de salário e verbas rescisórias fora do prazo; prorrogação da jornada dos aprendizes; manutenção de empregado menor de 18 anos em trabalho noturno, entre outras.

Caso o Condor continue desrespeitando a legislação trabalhista, pagará multa diária no valor de R$500 por trabalhador encontrado em situação irregular, a ser revertida em favor do FAT.

A decisão foi publicada no início de agosto. O Condor ainda pode entrar com recurso contra a decisão no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília.

Gisele Rosso / ASCOM MPT-PR

Confirmações da Assessoria de Comunicação – MPT/PR
Atendimento ao trabalhador
(41) 3304-9000 / 3304-9001 / 3304-9009

 

Links originais:
1) http://www.prt9.mpt.mp.br/informe-se/noticias-do-mpt-pr/45-noticias-prt-curitiba/1125-presidente-do-grupo-condor-firma-acordo-com-mpt-pr-e-se-compromete-a-divulgar-nota-de-esclarecimento-sobre-carta-encaminhada-a-trabalhadores

2)http://www.prt9.mpt.mp.br/informe-se/noticias-do-mpt-pr/45-noticias-prt-curitiba/317-1861-justi-a-aplica-multa-de-r-1-mi-ao-condor-por-desrespeito-aos-empregados

Eleições 2018: Ibope aponta empate técnico ao Governo do Estado

A primeira pesquisa do Ibope deste ano para o Palácio Iguaçu (encomendada pela Rádio CBN Cascavel) mostra empate técnico entre os pré-candidatos
ao Governo do Estado Ratinho Junior (PSD) e Osmar Dias (PDT).
O deputado estadual tem 34% das intenções de voto contra 28% do ex-senador, porém a margem de erro é de 3%.
Bem atrás deles aparecem a governadora Cida Borghetti (PP) com 5% e Dr. Rosinha (PT) com 3%. Branco ou nulo somaram 24% e outros 6% não sabem ou não responderam a pesquisa estimulada.
Em um possível 2º turno entre Ratinho Junior e Osmar Dias, Ratinho teria 41% e Osmar 38%, ou seja, um novo empate técnico.
Os dois também tiveram a menor rejeição entre os entrevistados: Osmar com 21% e Ratinho 22%. Já 40% não votariam em Cida e 53% em Dr. Rosinha.
Divulgada ontem, a pesquisa entrevistou 1.008 eleitores em 54 municípios entre os dias 3 e 5 de abril e foi registrada sob o protocolo PR 06410/2018.
Reações
Entre os pré-candidatos que se manifestaram publicamente, Ratinho comemorou e agradeceu a “confiança dos paranaenses” nas redes sociais.
Já Cida se disse confiante ao analisar a pesquisa espontânea, na qual 64% disseram não saber em quem votariam. “Temos 120 dias até as convenções e com tantos prefeitos apoiando, o maior tempo de TV e obras a inaugurar sei que vamos crescer e vencer”, declarou.
O senador Roberto Requião (PMDB), por sua vez, fez críticas em seu Twitter. “CBN e Ibope fazem pesquisa para o governo do Paraná e excluem
meu nome […] Pelo jeito to já estou eleito!”.

METRO CURITIBA
https://www2.metrojornal.com.br/pdf/assets/pdfs/20180410_MetroCuritiba.pdf?v=u

Eleições 2018: a dança das cadeiras na prefeitura de Curitiba

A Prefeitura de Curitiba anunciou ontem mudanças em três pastas, sendo pelo menos duas delas ligadas as eleições.
Marcello Richa (PSDB), filho do ex-governador Beto Richa, deixou a secretaria do Esporte, Lazer e Juventude para ser candidato a deputado estadual. Em seu lugar entra o atual diretor de Lazer e funcionário de carreira, Emilio Trautwein.
Já na Fundação Cultural,Marcelo Cattani deixou o cargo de presidente para a atual superintendente, Ana Cristina de Castro. Cattani segue como secretário da Comunicação Social, mas é cotado para coordenar a campanha de Cida Borghetti ao governo.
Por fim, na Agência Curitiba, a nova presidente no lugar de Frederico Munhoz da Rocha Lacerda é Cris Alessi, que era diretora de Relações Públicas.

METRO CURITIBA
https://www2.metrojornal.com.br/pdf/assets/pdfs/20180410_MetroCuritiba.pdf?v=u

Barroso quebra sigilo bancário de Temer em inquérito dos Portos

Decisão de ministro atende a pedido presente em um relatório da PF revelado no fim de janeiro por CartaCapital

 

Temer

É a primeira vez que dados bancários de um mandatário serão revelados por decisão judicial

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a quebra do sigilo bancário de Michel Temer. Revelada pela mídia nesta segunda-feira 5, a decisão, de 27 de fevereiro, atende a um pedido do delegado da Polícia Federal Cleyber Malta, responsável pela investigação de um esquema de corrupção na edição do Decreto dos Portos, assinado em maio de 2017. É a primeira vez que um presidente no exercício de seu mandato tem a quebra de seu sigilo bancário autorizada por ordem da Justiça. 

Revelado inicialmente por CartaCapital no fim de janeiro, o relatório da PF, de 15 de dezembro, pedia a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico de Temer e foi usado por Malta para pedir mais prazo para a conclusão de investigações contra o presidente. Barroso atendeu ao pedido recentemente, ao estender as apurações por mais 60 dias.

A quebra de sigilo abrange o período de 2013 e 2017. A solicitação feita pelo delegado em dezembro difere da sugerida por Raquel Dodge, procuradora-geral da República. A PGR solicitou quebras de sigilo relativas ao caso, mas não incluiu Temer no pedido. Segundo Dodge, não havia elementos para tanto.

No despacho para solicitar a prorrogação das investigações por 60 dias, o delegado Malta reteirou a necessidade de ter acesso aos dados bancários de Temer.

Nesta segunda-feira 5, Temer informou ter solicitado ao Banco Central acesso aos extratos de suas contas. Ele afirmou ainda que dará à imprensa “total acesso a esses documentos”.

Entenda o caso

Assinada pelo agente Paulo Marciano Cardoso, a papelada que incentivou a quebra de sigilo de Temer defende ressuscitar um inquérito de 2011 que investigou trambiques no Porto de Santos nos quais haveria digitais do emedebista.

O relatório integra um inquérito, o 4621, que desde setembro apura possíveis falcatruas no setor portuário que teriam ocorrido não no passado, mas na própria gestão Temer. O qual teria deixado mais do que metafóricas digitais: a assinatura em um decreto.

Com base no relatório de dezembro, a PF pediu ao STF nesta terça-feira 30 acesso ao inquérito de 2011, o 3105, arquivado pela corte naquele mesmo ano. “Documentos e provas originais” geradas nesse inquérito, diz o relatório do agente Cardoso, “aparentemente são contundentes”.

Exemplo de contundência é uma planilha que registra o que parece ser suborno decorrente de contratos do Porto de Santos.

Ela é de 8 de agosto de 1998, ocasião em que o porto era comandado por um indicado de Temer, Marcelo Azeredo. Lista “parcerias realizadas” e, ao lado, três siglas acompanhadas de percentuais e de valores em reais.

Entre os parceiros, estão as empresas Rodrimar e Libra, donas de contratos de concessão em Santos e pertencentes a amigos de Temer – Antonio Celso Grecco (Rodrimar) e a família Torrealba (Libra).

Entre as siglas, estão MT, MA e L. Segundo o relatório policial de dezembro, MT seria Michel Temer, MA, Marcelo Azeredo e L, João Baptista Lima Filho, o coronel Lima, outro amigo do presidente.

A citação da Rodrimar na planilha tem a cifra de 600 mil reais. Ao lado, aparecem a sigla “MT” e os números “300.000 (+ 200.000 p/campanha)”. “MA” e “L” surgem com 150 mil cada.

A Rodrimar é protagonista da investigação aberta em setembro pelo STF a colocar na berlinda um decreto baixado por Temer em maio de 2017 com bondades ao setor portuário. A investigação quer saber se o decreto foi assinado em troca de grana.

A suspeita nasceu de telefonemas do “homem da mala” e da confiança de Temer, Rodrigo Rocha Loures, às vésperas da edição do decreto. Em uma ligação, ele fala com Temer. Em seguida, com Ricardo Mesquita, diretor da Rodrimar, empresa com interesse particular no decreto, a fim de obter a renovação de um certo contrato.

As conversas foram gravadas durante a Operação Patmos, aquele surgida das delações de criminosos confessos da JBS/Friboi.

Outro motivo de desconfiança quanto à gênese do decreto presidencial: no dia em que pegou a mala com 500 mil reais em propina das mãos do então lobista da JBS/Friboi, Ricardo Saud, em abril de 2017, Loures foi ao local de carona com Mesquita. Depois foi resgatado pela mesma pessoa.

Mais um: nas negociações da propina com Saud em troca de facilidades dentro do governo, Loures citou “Celso” como alguém que poderia receptar dinheiro destinado a Temer. “Celso” é Antonio Celso Grecco, da Rodrimar.

No caso de Libra, a planilha do inquérito 3105 menciona que, por um contrato de 20 anos celebrado pela empresa no Porto de Santos, “MT” teria caixinha de 3,75%, equivalente a 640 mil reais.

Um desses contratos, referente ao terminal 35, é objeto de uma bilionária disputa. Libra é cobrada pela Advocacia Geral da União (AGU) e pela direção atual do Porto a pagar 2,8 bilhões de reais, por dar calote em compromissos assumidos no contrato de 25 de junho de 1998.

O litígio será julgado em um tribunal arbitral, longe da Justiça comum, por obra de uma parceria entre Temer e o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na votação da atual Lei de Portos, em 2013, e na montagem do segundo governo Dilma Rousseff, em fins de 2014, quando o PMDB arrancou o controle do Ministério de Portos.

Esse tribunal arbitral, a funcionar na Câmara de Comércio Brasil-Canadá, em São Paulo, realizou a primeira sessão nesta terça-feira 30. Informações obtidas perla reportagem indicam que Libra teve mais motivos para festejar do que a AGU e o Porto, embora não tenha havido decisão.

Cada centavo que a empresa economizar, será prejuízo para os cofres públicos. Graças a Temer e Cunha.

Na eleição de 2014, três irmãos Torrealba, a família dona de Libra, doaram 1 milhão de reais a Temer e 750 mil reais ao PMDB do Rio, o de Cunha. A mãe do trio, Zuleika Torrealba, deu mais 1 milhão de reais à direção nacional do PMDB, na época controlada por Temer.

Os 640 mil reais destinados a Temer por Libra em virtude de negócios em Santos são citados uma segunda vez no inquérito 3105, aquele que o recente relatório da PF tenta ressuscitar.

“De acordo com o relatório emitido em 08.08.1998 (doc 83) e ‘posição de negócios’ (doc 84), somente pela concessão dos Terminais 34/35 do Porto de Santos para a empresa Libra, a participação do grupo engendrado pelo requerido receberia 7,5% do total do negócio, um saldo de R$ 1.280.000 (hum milhão e duzentos e oitenta mil reais), cabendo ao requerido (‘MA’ no relatório) a quantia de R$ 320.000,00 (trezentos e vinte mil reais), a Lima (‘L’ no relatório), igual quantia e, a Michel Temer (‘MT’ no relatório), R$ 640.000,00 (seiscentos e quarenta mil reais).”

Esse trecho faz parte de uma petição de 1999 que deu origem ao inquérito 3105. Na petição, apresentada em uma Vara de Família, uma ex-mulher de Marcelo Azeredo, o indicado de Temer que comandou o Porto de Santos no governo FHC, queria uma pensão mais gorda. Érika Santos alegava que o ex podia pagar mais pois tinha enriquecido cobrando propina na estatal.

Temer era deputado. Cabia à Procuradoria-Geral da República investigá-lo. Em 2001, fim do governo FHC, o PGR, Geraldo Brindeiro, justificou a fama de “engavetador-geral” e mandou o caso ao arquivo.

Uma investigação policial de 2006 ressuscitou a história, incluiu Temer e chegou ao Supremo em 2011. Em fevereiro, o STF abria o inquérito 3105, relatado por Marco Aurélio Mello. Em setembro, o juiz tirava Temer de cena e devolvia o caso à Justiça comum em São Paulo.

Em setembro de 2016, Grecco, da Rodrimar, pediu a Mello uma certidão descritiva da investigação. Queria o documento, alegou, para prestar contas a parceiros comerciais. O juiz mandou-o bater na porta da Justiça paulista, onde corria o processo desde 2011.

 

Fonte: https://www.cartacapital.com.br/politica/por-caso-de-portos-temer-e-1o-presidente-a-ter-sigilo-bancario-quebrado

Se pena for mantida, Carli Filho deve ficar mais de um ano preso

Réu terá de ficar pelo menos um ano no regime fechado. Depois, poderá passar para o regime semiaberto, com uso de tornozeleira

(foto: Franklin de Freitas)

Condenado a 9 anos e 4 meses de prisão pelo Tribunal do Júri, o ex-deputado estadual Luiz Fernando Ribas Carli Filho deverá ficar cerca de um ano e meio preso em regime fechado. A estimativa foi apresentada na manhã desta quinta-feira (1º de março) pelo advogado Elias Mattar Assad, assistente de acusação e advogado da deputada federal Christiane Yared, mãe de Gilmar Rafael Yared, uma das vítimas do crime cometido por Carli Filho.

Ainda segundo o jurista, depois de cumprir parte da pena em regime fechado (pena esta que poderá ser cumprida em seu domicílio, ou seja, em Guarapuava), Carli Filho deverá conseguir a progressão e ir para o regime semiaberto, com uso de tornozeleira eletrônica. “Importante destacar que não é algo agradável. Semiaberto ele tem de se apresentar, não poderá sair do país… Então não podemos minimizar a condenação”, explicou o advogado.

Yared e Assad ainda apontaram que não devem recorrer da decisão do juiz Daniel Avelar para tentar aumentar a pena de Carli Filho. O Ministério Público ainda irá avaliar a questão, mas segundo o assistente de acusação a tendência é de que não haja pedido para agravamento da punição ao réu.

“Na hora em que o juiz deu a sentença, me convenci de que foi bem posta. Foi um cálculo comedido”, disse o advogado. “O Ministério Público disse que iria estudar (se pediria o aumento de pena), mas possivelmente não recorresse. Minha cliente não quer vingança, ela quer uma resposta, ela quer Justiça”, complementou.

DEFESA IRÁ RECORRER

A defesa de Carli Filho, por sua vez, já adiantou que irá recorrer e pedir a diminuição da pena imposta ao ex-deputado estadual.  O prazo para recurso é de cinco dias, contados a partir da sentença proferida pelo juiz Daniel Surdi Avelar da 2ª Vara Privativa do Tribunal do Júri. Na saída do tribunal, inclusive, o advogado de defesa Roberto Brzezinski Neto afirmou considerar a pena aplicada “um tanto exagerada”, explicando ainda que vislumbra uma “séria possibilidade de diminuição de pena”.

“A defesa deverá interpor recurso de apelação no prazo legal e vai ver qual a melhor maneira para levar esse tema ao Tribunal de Justiça”, disse Brzezinski Neto, que terá com sua equipe cinco dias para apelar da condenação. O recurso será julgado pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), sob relatoria do desembargador Telmo Cherem.

POSSIBILIDADE DE ANULAÇÃO DO JÚRI

Além da redução de pena, outra possibilidade à Carli Filho seria pedir a nulidade do júri. Antes de iniciar o julgamento, na terça-feira (27/02), os advogados de defesa reclamaram que um teste de alcoolemia, considerado prova ilegal por tribunais superiores, não havia sido desentranhado do processo. Na questão preliminar, foi pedido ainda o adiamento do julgamento – o que foi negado pelo juiz Daniel Avelar.

Para Elias Mattar Assad, contudo, as chances de a defesa conseguir anular o julgamento são remotas. “O próprio Carli Filho disse que bebeu e dirigiu. Então o exame ter aparecido, não ter sido desentranhado, não causou prejuízo a nenhuma das partes. Creio que no mérito será respeitada a sentença do júri”, apostou.

Fonte:  http://www.bemparana.com.br/noticia/556003/se-pena-for-mantida-carli-filho-deve-ficar-mais-de-um-ano-preso

Professores e pais de alunos fazem protesto na praça Tamandaré

Professores e pais de alunos que estão com atividades esportivas suspensas em Balneário Camboriú farão um protesto hoje, às 14h, na praça Almirante Tamandaré. Eles querem que a prefeitura contrate os 49 professores que fazem o esporte de rendimento na cidade.

Douglas Costa Weber, responsável comitê financeiro de Balneário Camboriú, explica que a prefeitura está impedida de contratar novos servidores por conta do limite prudencial. Ele se reúne agora à tarde com conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE) para rever o limite. A ideia de Douglas é apresentar uma nova fórmula de cálculo, baseados em medidas adotadas por outras cidades brasileiras.

Uma mudança seria em relação ao entendimento do pagamento da Emasa à empresa Ambiental, que faz a coleta de lixo na cidade. Atualmente, esse pagamento é entendido pelo TCE como folha de pagamento. “Esse recolhimento de lixo é uma terceirização, entendemos que é uma concessão e não deveria computar na folha de pagamento”, explica Douglas.

Se o TCE entender dessa forma, a prefeitura liberaria da folha de pagamento R$ 15 milhões ao ano e um pouco mais de um milhão ao mês, o que liberaria um percentual para investir em atividades no município.

Com isso, os professores poderiam ser contratados para voltar às atividades no município. A prefeitura fez uma reunião com os professores hoje de manhã para repassar essa situação e ficou de passar novidades após a conversa com o TCE.
Fonte:  https://diarinho.com.br/noticias/geral/professores-e-pais-de-alunos-fazem-protesto-na-praca-tamandare/#e7KHLBe1lxdJyDsj.99

Julgamento de Carli Filho entra em recesso e deve ser retomado à tarde

(foto: Franklin de Freitas)

O advogado de Roberto Brezinski Neto, assistente da defesa de Carli Filho, segue reclamando da cobertura da imprensa. Ele reclama de factoides explorados pela imprensa, como a velocidade de 190 km/h, que compõe uma peça de uma agência de publicidade. O advogado reafirmou que as vítimas atravessaram a via preferencial. Após a arguição da defesa, o júri deve ter uma pausa para o almoço e, caso seja necessário, as partes terão uma hora para réplica e uma hora para tréplica.

Alessandro Silverio, advogado de Carli abre o tempo da defesa durante o segundo dia de julgamento de Carli Filho, no Tribunal do Juri. A sessão foi retomada após 15 minutos de recesso concedido pelo pelo juiz Daneil Avelar após o Ministério Público e o advogado da família, Elias Mattar Assad, ocuparem o tempo de acusação. Após citar cada um dos jurados nominalmente, Silverio diz que Carli Filho respeita da dor e a trajetória da família das vítimas. Carli Filho chora.

O advogado ressalta que Carli é pai e que os filhos dele podem ter orgulho dele. “Ele carrega no coração a dor dessas família. Mas como humano que é, tem o direito de ser julgado nos termos do diz as leis do direito penal desta nação”. O advogado se refere aos jurados pelo nome. Ele pede que os jurados esqueçam que se trata de um ex-deputado, mas de um semelhante. Segundo ele, o tema central é o dolo, a vontade. “O dolo também é conhecimento. A vontade de praticar o comportamento ilícito. Mas também é conhecimento. Carli Filho não tinha o conhecimento do curso causal para determinar a morte das vítimas. Quem diz isso são os autos”

“Será que a velocidade foi tão determinante para o acidente, senhor Norberto (nome de um dos jurados). Imaginamos que ele estivesse a 220 quilômetros por hora. As vítimas estariam hoje vivas? Lógico que sim. Ele teria passado antes de colidir contra as vítimas. Ele não tinha o domínio do curso causal. A acusação ignora o verdadeiro curso causal (atravessar a preferencial)”, afirma Silvério.

A defesa ataca os veículos de comunicação. “Eu errei e peço para pagar pelo meu erro, é isso que a defesa está pedindo. Muito mais que martírio, a cruz de Cristo quer dizer piedade”, diz Silvério.

O advogado das famílias das vítimas, Elias Mattar Assad, assitente da acusação, antes de iniciar  a argumentação no segundo dia do julgamento do ex-deputado Carli Filho, exibiu reportagem do Jornal Nacional sobre o dia do acidente. Em seguida, ele exibiu vídeos com depoimentos de testemunhas. No início de sua explanação, Mattar Assad ressaltou a dor das famílias. Depois, Mattar Assad aponta que Carli Filho “aprumou o carro” para “rampar” em linha reta, demonstrando que estava ciente do risco. O advogado questionou o argumento da defesa de que as diversas multas que levaram aos 130 pontos na carteira de Carli foram em parte causadas por membros do gabinete dele na Assembleia.

“É comum empregado assumir multa de patrão. Agora, patrão assumir multa de patrão eu nunca vi”, disse.  “A tese da defesa não para em pé. Como ele não parava em pé quando saiu daquele restaurante”, afirmou Assad.  O advogado ressaltou que Carli Filho assumiu o risco de matar, ao dirigir embriagado e se for absolvido ou apontar que ele não assumiu o risco, o júri estará “liberando geral e muitas mortes vão acontecer”. “Vamos deixar que ele saia rindo por aquela porta? Mesmo que saia daqui condenado poderá recorrer em liberdade, cumprir pena em Guarapuava”, disse.

O promotor Marcelo Balzer Público falou antes de Assad. O segundo dia do julgamento do ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho, no Tribunal do Juri, foi aberto pela argumentação do Ministério Público, o promotor Marcelo Balzer, de pé, atrás da bancada de acusação, nesta quarta-feira, 28. Ele enfatizou em seu discurso  de abertura que a defesa de Carli Filho insiste em condenar as vítimas pela própria morte. O julgamento de Carli Filho começou na tarde desta terça-feira (27), no Tribunal do Júri, em Curitiba, e durou cerca de oito horas. A expectativa é de que os trabalhos de hoje prossigam até as 18 horas.

Balzer apresenta ma reportagem sobre a indústria das multas de trânsito exibida pelo programa Fantástico, exibido pela Rede Globo aos domingos, apontando fraudes que envolvem a empresa Consilux, que na época do acidente também operava radares em Curitiba. A reportagem sobre “indústria da multa” aponta que seria possível anular multas de políticos e apadrinhados.

“Não podia estar dirigindo, embriagou-se, ignorou os alertas, trafegou em excesso de velocidade. Os senhores querem acreditar que ele acelerou para atingir aquela barbaridade em apenas 550 metros (entre o radar e o ponto de colisão) e ainda falando ao celular. Foram varias ligações realizadas. A última ligação foi 0048 e a colisão foi às 0054”, argumentou o promotor.

O julgamento é conduzido pelo juiz Daniel Avelar, da 2ª Vara Privativa do Tribunal do Júri de Curitiba. A fila dos populares que conseguiram uma senha para acompanhar o júri já tinha cerca de 50 pessoas por volta das 8h20, desta quarta-feria, 28.

Neste segundo dia, o acusado Carli Filho chegou acompanhado do irmão, o deputado estadual Bernardo Ribas Carli (PSDB), e do pai, o ex-prefeito de Guarapuava, Luiz Fernando Ribas Carli.

No primeiro dia, o depoimento mais longo foi o da sexta testemunha, Ventura Raphael Martello Filho, perito particular chamado pela defesa de Carli Filho. Ele falou por quase três horas. Foi durante o depoimento de Martello, quando mostraram as fotos das vítimas, que o ex-deputado, aparentemente abalado pelas imagens, se retirou do plenário. O réu, aliás, prestou o último depoimento, das 21 horas às 21h30:  “Eu errei, eu bebi, eu dirigi, mas não tive a intenção de matar”, disse Carli. Ele também pediu desculpas às mães das duas vítimas, Gilmar Rafael Souza Yared e Carlos Murilo de Almeida. A sessão será retomada às 9 horas desta quarta (28), com a fala inicial do Ministério Público.

Antes do início do julgamento, a defesa do ex-deputado recusou três dos jurados, quantidade a que tinha direito. A promotoria recusou uma. O júri ficou formado por cinco mulheres e dois homens.

Carli é acusado de duplo homicídio com dolo eventual pela morte, em 2009, de Gilmar Rafael Souza Yared e Carlos Murilo de Almeida. Por se tratar de um crime doloso contra a vida, o julgamento, que está previsto para prosseguir até esta quarta,28, no Tribunal do Júri, instância em que a decisão cabe a um conselho de jurados formado por cidadãos da cidade onde ocorreu o crime. A deputada federal Christiane Yared, emocionada, foi dispensada de testemunhar.

Veja como foram os depoimentos

Primeira testemunha: “Ofereci carona para ele, que aceitou num primeiro momento, mas depois desistiu”

A primeira testemunha foi o médico Eduardo Missel, amigo de Carli Filho desde 2008, que estava com ele no restaurante no dia do acidente. O testemunho durou 34 minutos e foi para a acusação e defesa. Ele confirmou que foram pedidas quatro garrafas de vinho no restaurante, mas disse que nem todas foram consumidas. Missel não soube dizer se o ex-deputado estava em condições de dirigir naquela noite, mas ofereceu carona para ele. Segundo o testemunho, num primeiro momento Carli Filho aceitou e chegou a entrar no carro do amigo, mas desistiu e foi com o próprio carro. O médico contou que quando falou com o ex-deputado após ele sair do hospital em São Paulo, Carli Filho disse não lembrar de nada sobre o acidente. Durante o depoimento de Missel, Carli Filho chorou.

Segunda testemunha: “Quando o paciente (Carli Filho) chegou ao hospital ainda não tinha sido identificado”

O segundo depoimento foi do médico José Antônio Mangue. Ele prestou depoimento antes porque alegou problemas de saúde. Ele é testemunha de defesa. O Ministério Público mostrou fotos do corpo  das vítimas e questionou se elas tiveram tratamento adequado.  Também foi perguntado sobre detalhes do estado de saúde de Carli Filho após o acidente.  O ex-deputado foi levado ao Hospital Evangélico pelo Siate. Quando o médico iniciou o atendimento, Carli estava entubado, com trauma de face extremamente agressivo. O advogado Roberto Brzezinski Neto questionou o médico sobre a transferência de Carli a um hospital de São Paulo, dias depois do acidente. Médico diz que foi decisão da família. A defesa exibiu fotos do rosto de Carli Filho, quando ele estava hospitalizado. Médico diz que quando o paciente chegou ao hospital, ainda não havia identificação.

Terceira testemunha: “Tive que segurar Carli Filho para que ele não caísse no chão”

A terceira testemunha  foi Altevir dos Santos, segurança do restaurante. Ele confirmou a versão do médico Missel de que Carli Filho chegou a entrar no carro do amigo e saltou em seguida. Santos também informou que teve que segurar o ex-deputado para que ele não caísse no chão e confirmou que Carli Filho saiu do restaurante com o carro em alta velocidade.

Quarta testemunha: “Vi o carro saltar cerca de 1,5 metro do chão`

Após rápido recesso, o julgamento foi retomado com a testemunha Leandro Lopes Ribeiro, enfermeiro que viu o acidente. Indicado pela Defesa. Ele contou que viu o carro de Carli Filho saltar cerca de 1,5 metro do chão. “O carro de Carli Filho saiu com as quatro rodas do chão. Cheguei a ver uma parte do crânio de uma das vítimas. Foi ele que chamou o Siate.  Diz ter percebido que o carro de Carli Filho bateu na traseira do carro das vítimas, na altura do porta-malas, perto do para-brisas. Honda ficou parado na descida, na ruazinha paralela Passat foi parar na frente do Honda.

Quinta testemunha: “Honda Fita reduziu a velocidade, mas não parou”

Yuri Yasichin da Cunha, também indicado pela defesa, trafegava na mesma rua que o Honda.  Ele não viu a colisão, mas um pouco antes da esquina, ouviu o barulho.  Não soube informar se havia algum outro carro em excesso de velocidade no mesmo sentido do acusado. Ele disse que parou, mas não havia nada a ser feito, a não ser chamar o Siate, o que já havia sido feito. Ao ser questionado pela defesa, afirmou que o Honda Fit reduziu a velocidade ao chegar na esquina, mas não parou. Ele confirmou que cobriu a cabeça de Rafael Yared com uma caixa de sapato.

Sexta testemunha: “A perícia oficial tem várias falhas”

Ventura Raphael Martello Filho é um perito particular chamado pela defesa de Carli Filho e seu depoimento durou quase 3 horas.  Ele diz ter encontrado inúmeras incongruências na perícia oficial sobre a velocidade do carro do ex-deputado. Para ele, não há como aferir, cientificamente, a velocidade em que os carros estavam no momento da batida. O laudo oficial apontou que Carli trafegava entre 161 km/h e 173 km/h. “Houve inúmeras tentativas de supostos cálculos de velocidade, nenhum seguiu nenhuma metodologia aceita; não encontramos possibilidade de calcular a velocidade de qualquer um dos veículos”, disse ele.  Segundo o perito, dá para ter a percepção que o veículo que trafegava acima da velocidade permitida,  mas não há método para aferir a velocidade; nem estimativa. Segundo ele, o Passat colidiu a parte mais resistente, que é a frente e motor com a parte mais frágil do Honda Fit, que é uma parte oca. Ele também garantiu que o carro de Carli não saiu do chão no acidente.  Segundo ele, a velocidade mínima para o veículo decolar seria de 250 km/h e o carro do ex-deputado tem 227 km/h de velocidade máxima.  Questionado, Martello afirma que o valor “travado” no velocímetro (190 km/h) de Carli não pode ser considerado para determinar a velocidade do veículo na hora do acidente.

Perito mostrou ainda vistas noturnas do local do acidente. Explicou que os semáforos ficam em amarelo piscante quando estão estragados ou em determinados horários. Ele disse que foi até o local do acidente, ficou na posição do carro das vítimas, no mesmo horário, e esperou que passasse um veículo com faróis xenon – que dão maior visibilidade –  como eram os de Carli. Tentativa é de demonstrar que era possível que as vítimas vissem o carro do ex-deputado. O perito mostrou  a simulação virtual para determinação  da velocidade máxima  atingível pelo modelo Passat Variant 2.0. Ele acredita que o máximo que o carro de Carli poderia chegar é 136 km/h, com base em um teste virtual. Martello ainda mostrou a foto da parte de baixo do Passat do ex-deputado. A imagem foi feita pela criminalística e mostra um leve amassado.  Segundo o perito, se tivesse caído em cima do Honda, segundo ele, estaria em condições piores.  Martello criticou vídeo produzido pelos assistentes de acusação, que mostra uma reconstituição em animação gráfica do que teria ocorrido no momento do acidente; perito critica inclusive o fundo musical dramático; Analisando fotos, diz que partes do carro de Carli podem ter sido danificadas na remoção, não na batida. Ele questionou como o carro causou a decapitação de duas pessoas e não há nenhuma gota de sangue nele. Roberto Brzezinski Neto, advogado de defesa, pediu que o perito não mostrasse fotos das vítimas para “não explorar a tragédia de ninguém”.  Neste momento, Carli deixou o plenário, aparentemente abalado com as fotos dos jovens mortos.  Martello sustentou a tese de que as vítimas poderiam ter evitado a batida. Após o depoimento dele, o juiz Daniel Avelar suspendeu julgamento por 30 minutos para pausa de jantar.

Depoimento do réu Fernando Ribas Carli Filho: ” Eu errei, eu bebi, eu dirigi, mas não tive a intenção de matar”

O réu Fernando Ribas Carli Filho disse que nunca fugiu do processo. “Usamos o direito da ampla defesa porque acreditamos que a denúncia contra a minha pessoa não é correta, porque nunca tive a intenção de matar”, disse ele, no depoimento. “Eu errei, eu bebi, eu dirigi. Assumo a culpa, mas nunca tive a intenção de matar alguém”, afirmou. Ele ainda negou que tenha feito racha em algum momento de sua vida. Relembrando o dia do acidente, Carli disse que encontrou o casal de amigos, beberam e comeram e que não se lembra de nada após a saída do restaurante. Explicou que esqueceu porque sofrey amnésia lacunar, segundos os médicos.  O réu chorou ao falar da educação simples que os pais deram a ele. Disse que nunca fez racha na vida dele e não estaria fazendo racha naquela noite. Ele disse que no dia saiu para visitar o pai no hospital e depois foi jantar no restaurante. Só lembra do restaurante e depois no coma no hospital. Afirmou que o carro dele era usado por diversas pessoas da assembleia, por isso tinha tantas multas. Também afirmou que não foi comunicado formalmente que a carteira estava cassada.

Ele olhou para as mães da vítimas e disse que nunca teve a chance de pedir perdão, mas que agora quer pedir desculpas “do fundo do coração “. Por fim, ele  não pode confirmar a velocidade que estava porque não tem recordação dos fatos.

 

__________________________________________

Atraso

O julgamento estava previsto para começar às 13 horas, mas atrasou. A sessão começou apena àss 13h15. Nesta manhã, por vollta das 10 horas, os policiais já estavam preparando o isolamento da sede do Tribunal do Júri, no Centro Cívico. O caso, de grande repercussão nos últimos anos, tem grande apelo e comoção. Por causa disso, a Polícia Militar fez o reforço da a segurança tanto interna quanto externa do Tribunal de Júri. Do lado de fora, um grande efetivo deve estar presente para acompanhar possíveis manifestações e também orientar o trânsito, que deve ficar pesado ao longo do julgamento.

O ex-deputado foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) ainda em 2009 e, após uma série de recursos apresentados pela defesa no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF), o julgamento foi marcado. Pelo Ministério Público do Paraná, atuarão na acusação os promotores de Justiça Marcelo Balzer Correia (autor da ação contra o ex-deputado em 2009) e Paulo Markowicz de Lima.

Como é o julgamento

O julgamento teve início após a definição dos jurados. Entre um grupo de 25 pessoas previamente convocadas pela Justiça, foram definidos, por sorteio, os sete que irão compor o Conselho de Sentença. Em seguida, foram ouvidas as testemunhas: eram 12 no total, de acusação e de defesa, mas com os pedidos indeferidos e ausências, ficaram apenas seis.  Na sequência, foi realizado interrogatório com o réu. Nesta quarta, acontecderá o  debate entre acusação e defesa – momento em que as partes sustentam suas teses sobre o ocorrido para os jurados, os quais se reúnem após as falas para proferir a decisão do Conselho de Sentença. Por fim, o juiz proclama a sentença, que é lida em plenário diante do réu e de todos os presentes. A previsão é que o julgamento termine nesta quarta.

 

 

No segundo dia, estimativa é de que os debates do julgamento tomem o dia todo

Yared ironiza pedido de desculpas e diz que Carli Filho não parece arrependido

Sete cabeças e uma sentença: veja o perfil dos jurados do caso Carli Filho

 

 

Fonte: http://www.bemparana.com.br/noticia/555519/julgamento-de-carli-filho-entra-em-recesso-e-deve-ser-retomado-a-tarde