Se pena for mantida, Carli Filho deve ficar mais de um ano preso

Réu terá de ficar pelo menos um ano no regime fechado. Depois, poderá passar para o regime semiaberto, com uso de tornozeleira

(foto: Franklin de Freitas)

Condenado a 9 anos e 4 meses de prisão pelo Tribunal do Júri, o ex-deputado estadual Luiz Fernando Ribas Carli Filho deverá ficar cerca de um ano e meio preso em regime fechado. A estimativa foi apresentada na manhã desta quinta-feira (1º de março) pelo advogado Elias Mattar Assad, assistente de acusação e advogado da deputada federal Christiane Yared, mãe de Gilmar Rafael Yared, uma das vítimas do crime cometido por Carli Filho.

Ainda segundo o jurista, depois de cumprir parte da pena em regime fechado (pena esta que poderá ser cumprida em seu domicílio, ou seja, em Guarapuava), Carli Filho deverá conseguir a progressão e ir para o regime semiaberto, com uso de tornozeleira eletrônica. “Importante destacar que não é algo agradável. Semiaberto ele tem de se apresentar, não poderá sair do país… Então não podemos minimizar a condenação”, explicou o advogado.

Yared e Assad ainda apontaram que não devem recorrer da decisão do juiz Daniel Avelar para tentar aumentar a pena de Carli Filho. O Ministério Público ainda irá avaliar a questão, mas segundo o assistente de acusação a tendência é de que não haja pedido para agravamento da punição ao réu.

“Na hora em que o juiz deu a sentença, me convenci de que foi bem posta. Foi um cálculo comedido”, disse o advogado. “O Ministério Público disse que iria estudar (se pediria o aumento de pena), mas possivelmente não recorresse. Minha cliente não quer vingança, ela quer uma resposta, ela quer Justiça”, complementou.

DEFESA IRÁ RECORRER

A defesa de Carli Filho, por sua vez, já adiantou que irá recorrer e pedir a diminuição da pena imposta ao ex-deputado estadual.  O prazo para recurso é de cinco dias, contados a partir da sentença proferida pelo juiz Daniel Surdi Avelar da 2ª Vara Privativa do Tribunal do Júri. Na saída do tribunal, inclusive, o advogado de defesa Roberto Brzezinski Neto afirmou considerar a pena aplicada “um tanto exagerada”, explicando ainda que vislumbra uma “séria possibilidade de diminuição de pena”.

“A defesa deverá interpor recurso de apelação no prazo legal e vai ver qual a melhor maneira para levar esse tema ao Tribunal de Justiça”, disse Brzezinski Neto, que terá com sua equipe cinco dias para apelar da condenação. O recurso será julgado pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), sob relatoria do desembargador Telmo Cherem.

POSSIBILIDADE DE ANULAÇÃO DO JÚRI

Além da redução de pena, outra possibilidade à Carli Filho seria pedir a nulidade do júri. Antes de iniciar o julgamento, na terça-feira (27/02), os advogados de defesa reclamaram que um teste de alcoolemia, considerado prova ilegal por tribunais superiores, não havia sido desentranhado do processo. Na questão preliminar, foi pedido ainda o adiamento do julgamento – o que foi negado pelo juiz Daniel Avelar.

Para Elias Mattar Assad, contudo, as chances de a defesa conseguir anular o julgamento são remotas. “O próprio Carli Filho disse que bebeu e dirigiu. Então o exame ter aparecido, não ter sido desentranhado, não causou prejuízo a nenhuma das partes. Creio que no mérito será respeitada a sentença do júri”, apostou.

Fonte:  http://www.bemparana.com.br/noticia/556003/se-pena-for-mantida-carli-filho-deve-ficar-mais-de-um-ano-preso

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